segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Gestão da informação.

O conceito de informação deriva do latim e significa um processo de comunicação ou algo relacionado com comunicação (Zhang, 1988), mas na realidade existem muitas e variadas definições de informação, cada uma mais complexa que outra. Podemos também dizer que Informação é um processo que visa o conhecimento, ou, mais simplesmente, Informação é tudo o que reduz a incerteza... Um instrumento de compreensão do mundo e da acção sobre ele" (Zorrinho, 1995).
A informação tornou-se uma necessidade crescente para qualquer sector da actividade humana e é-lhe indispensável mesmo que a sua procura não seja ordenada ou sistemática, mas resultante apenas de decisões casuísticas e/ou intuitivas.
Uma empresa em actividade é, por natureza, um sistema aberto e interactivo suportado por uma rede de processos articulados, onde os canais de comunicação existentes dentro da empresa e entre esta e o seu meio envolvente são irrigados por informação.
Actualmente as empresas estão rodeadas de um meio envolvente bastante turbulento com características diferentes das habituais e os gestores apercebem-se de que, em alguns casos, a mudança é a única constante. Já Heraclito dizia não há nada mais permanente do que a mudança" e Drucker (1993a) "desde que me lembro, o mundo dos gestores tem sido turbulento,... certamente até muito turbulento, mas nunca como nos últimos anos, ou como será nos mais próximos."
Por conseguinte, o turbilhão de acontecimentos externos obriga as organizações a enfrentar novas situações, resultado de mudanças nas envolventes do negócio e que constituem ameaças e/ou oportunidades para as empresas, fazendo com que tomar decisões hoje, exija a qualquer empresário ou gestor estar bem informado e conhecer o mundo que o rodeia1. O aumento da intensidade da concorrência e da complexidade do meio ambiente fazem sentir, no mundo empresarial, a necessidade de obter melhores recursos do que os dos seus concorrentes e de optimizar a sua utilização.
O aumento do comércio internacional, fruto da crescente interligação entre nações, a expansão do investimento no exterior e a tendência da homogeneização dos padrões de consumo fazem com que o mundo seja encarado como um só mercado, em que as empresas têm de conviver com a competição internacional dentro dos seus mercados e ao mesmo tempo tentarem penetrar nos mercados externos por forma a aproveitar as novas oportunidades de negócio.
Assim, a empresa ao actuar num mundo global2 está em estado de "necessidade de informação" permanente, a vários níveis, pelo que a informação constitui o suporte de uma organização e é um elemento essencial e indispensável â sua existência. A aceitação deste papel, pelos dirigentes de uma organização, pode ser um factor peremptório para se atingir uma situação de excelência: quem dispõe de informação de boa qualidade, fidedigna, em quantidade adequada e no momento certo, adquire vantagens competitivas mas a falta de informação dá aso a erros e á perda de oportunidades.
A informação tornou-se tão importante que Drucker (1993 a,b) defende o primado da informação como a base e a razão para um novo tipo de gestão, em que a curto prazo se perspectiva a troca do binómio capital/trabalho pelo binómio informação/conhecimento como factores determinantes no sucesso empresarial. Caminha-se para a sociedade do saber onde o valor da informação tende a suplantar a importância do capital. A informação e o conhecimento são a chave da produtividade e da competitividade.
A gestão moderna exige que a tomada de decisão seja feita com o máximo de informação.
O conhecimento adquirido pelo savoir faire deixa de ser suficiente, uma vez que o meio ambiente empresarial onde as empresas operam apresenta características diferentes daquelas a que estavam habituados e é bastante turbulento. Se em ambientes mais estáveis a informação assumia o papel de redutora de incerteza, cada vez mais a actualização se apresenta como um factor crítico de sucesso.
Da observação deste cenário, somos levados a afirmar que todas as empresas deverão fazer uma reestruturação organizacional em torno da informação. Tal como acontece num jogo de uma modalidade desportiva, em que só há um primeiro lugar para o mais forte, apesar de todos os concorrentes terem a oportunidade de o poder ocupar, no mundo do negócio só é possível auferir dessas oportunidades, saindo vitorioso, se houver uma conjugação coerente de tempo, perícia e esforços que garantam uma selecção de informação adequada e uma optimização da sua utilização. É aqui que deve ter lugar a gestão de tecnologias de informação, consideradas como uma nova e importante fonte de vantagem competitiva.

Diferencial de competitividade das empresas na era da supremacia da informação

“... o centro de gravidade da força de trabalho está mudando do trabalho especializado para o trabalho do conhecimento. E o trabalho do conhecimento exige flexibilidade e a capacidade de continuar aprendendo.” Peter Drucker.


Hoje vivemos na era onde ocorre a supremacia da informação. Isto implica na necessidade de prover, de modo contínuo, informação customizada em questões de minutos, bem como de assegurar acesso rápido e seguro a informação, além de oferecer diferentes níveis de informação em conformidade com as necessidades dos perfis dos usuários. Como lidar com essa situação?
O cenário descrito acima requer a gestão do conhecimento que visa oferecer uma abordagem sistemática para identificar, gerenciar e compartilhar artefatos de informação das organizações. Esses artefatos compreende as bases de dados, procedimentos e políticas de organizações, além do conhecimento do profissional da informação (ou seja, aquele profissional que trabalha com informações que são essenciais a operação da empresa).
Note que a capacidade de compartilhar uma ‘consciência organizacional’, criar conhecimento, e prover suporte a colaboração irá transformar a vantagem da disponibilidade da informação em vantagem operacional para as empresas. Portanto, as principais necessidades críticas das empresas compreendem:
  • Reusar artefatos de informação;
  • Fazer a junção de informações de múltiplas fontes gerando conhecimento;
  • Ter acesso ao status (baseado em conhecimento) de condições, planejamentos e execuções;
  • Gerenciar, compartilhar e compreender o extenso volume de informações relevantes;
  • Rapidamente (re)configurar aplicações (i.e. fazer um asset assignment em tempo real)
  • Prover interoperabilidade com sistemas legados;
  • Planejar e avaliar fazendo uso de informações aproximadas, incompletas e erradas;
  • Dispor de ferramentas automatizadas de suporte analítico para trabalhar com conjunto de fatos discrepantes e incompatíveis para chegar a soluções e/ou conclusões válidas.
Perceba que o conhecimento organizacional é, em sua grande maioria, tácito e resultante de serendipismo. Conhecimento não é algo estático, e sim dinâmico. Ele também é evolutivo em termos de qualidade e quantidade. Adicionalmente, a gestão de conhecimento deve considerar também a diversidade cultural e humana dos profissionais.
Dessa forma, as empresas necessitam tornar as tarefas mais produtivas. Isto visa eliminar duplicação de esforços e a automação do previsível, eliminando desperdício de tempo, economizando esforço e aumentando produtividade. Todavia, as tarefas do profissional da informação têm uma característica distinta: o seu produto ou resultado compreende idéias, dados, informações, documentos e conhecimento.
Em um estudo realizado por este autor, foi verificado que os profissionais de informação gastam cerca de 10 horas por semana realizando atividades tais como elaborar documentos, realizar busca de informações, editar ou revisar documentos, arquivar e organizar informações ou documentos, e leitura e resposta de correio eletrônico (emails). Considerando um salário bruto de um profissional de informação de R$ 4.000,00, esse tempo resulta, aproximadamente, num custo semanal de R$ 250,00 e anual R$ 12.000,00 para empresa. E, observe que este é o custo de um único profissional.
Abaixo, é apresentado um conjunto de metas que uma organização pode customizar visando começar um projeto piloto de um sistema de gestão do conhecimento:
  • Definição de um modelo de gestão de informação e conhecimento
  • Definição de mecanismos de gerenciamento
  • Definição de mecanismos de manipulação e unificação de múltiplas fontes de informação
  • Definição de mecanismos de busca por conteúdo e metadados
  • Definição de mecanismos de acesso e visibilidade de artefatos
  • Análise e projeto arquitetural do sistema
  • Implementação do protótipo do sistema
  • Implantação do sistema
Note que as etapas acima compreendem sugestões e, portanto, devem ser adaptadas a cada empresa. Além disso, um aspecto essencial e difundir a cultura da colaboração entre os profissionais da organização.
Cabe ainda salientar que a gestão do conhecimento permite tornar a informação coletiva e experiência dos profissionais disponíveis para diversos segmentos da organização de forma a melhorar o desempenho na execução de atividades. Além disso, a automação de atividades de coleta e categorização de informações e reuso de artefatos de informação visam também otimizar o desempenho operacional de uma organização. Entretanto, vale ressaltar que não se consegue instituir a gestão do conhecimento numa organização em um único passo. Trata-se de um processo evolutivo a fim de gradativamente criar a ‘cultura’ do compartilhar o conhecimento e colaborar.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tabalho do professor Gilson



Esta foto é de um  trabalho que apresentamos para o professor Gilson sobre Fatores estrategicos e o papel da alta administração. Este não foi apenas um trabalho de faculdade mais um trabalho que deu gosto de apresentar pois conseguimos expandir ainda mais nossos conhecimentos sobre adminstração, com a ajuda de um outro professor Walter Coelho que junto a ele trouxe um funcionario de sua empresa para dar uma palestra.

Inteligência Competitiva

Inteligência Competitiva é a atividade de coletar, analisar e aplicar, legal e eticamente, informações relativas às capacidades, vulnerabilidades e intenções dos concorrentes, ao mesmo tempo monitorando o ambiente competitivo em geral.
A Inteligência Competitiva trata de "[...] ler as entrelinhas do site do concorrente ou mesmo das informações tornadas públicas. Envolve também as conversas com os colegas em eventos, e, sobretudo, saber para onde olhar, o que perguntar e o que fazer com os dados que se descobrem" (STAUFFER, 2004, p. 5).
A maioria dos tomadores de decisão nas organizações trabalha com muitos dados em estado bruto, poucas informações baseadas em análises e quase nenhuma inteligência.
Um Sistema de Inteligência Competitiva busca transformar dados em informação e estes em inteligência.
Os dados são a base desta estrutura, por natureza são quantitativos, públicos e publicados. Segundo Garber (2001, p. 32) dados são "o elemento básico a partir do qual percebemos e registramos uma realidade".
A informação é o conjunto de dados analisados e organizados, sendo útil à tomada de decisão.
Já a inteligência fornece um grau de previsão das coisas que possam causar um impacto na organização. Ela é ativa, pois obriga algum tipo de atitude em resposta ao que foi recebido. Leonard Fuld (1994, p. 23) diz que, em sua descrição mais básica, inteligência é a "informação analisada". Ainda segundo o mesmo autor, "a inteligência - não a informação – ajuda um gerente a responder com táticas de mercado corretas ou decisões de longo prazo".
"Inteligência Competitiva é o processo sistemático que transforma pedaços e partes aleatórias de dados em conhecimento estratégico" (TYSON, 2002, p. 1-3).
Jacobiak define Inteligência Competitiva como a "atividade de gestão estratégica da informação que tem como objetivo permitir que os tomadores de decisão se antecipem às tendências dos mercados e à evolução da concorrência, detectem e avaliem ameaças e oportunidades que se apresentem em seu ambiente de negócio para definirem as ações ofensivas e defensivas mais adaptadas às estratégias de desenvolvimento da organização" (In: GOMES; BRAGA, 2001, p. 26).
Já Gomes e Braga (2001, p. 28) a definem como "o resultado da análise de dados e informações coletados do ambiente competitivo da empresa que irão embasar a tomada de decisão, pois gera recomendações que consideram eventos futuros e não somente relatórios para justificar decisões passadas".
Fleisher e Blenkhorn defendem que a Inteligência Competitiva é o processo pelo qual as organizações obtêm informações sobre concorrentes e o ambiente competitivo e, idealmente, as apliquem ao seu processo de tomada de decisões e planejamento, de forma a melhorar seu desempenho (2001, p. 4).
Segundo Miller (In: PRESCOTT; MILLER, 2002, p. 11) o objetivo da Inteligência Competitiva é o de gerar "informações que possam ser utilizadas para colocar a empresa na fronteira competitiva dos avanços".
Já Gary Costly diz que: "o maior resultado da Inteligência Competitiva é ela nos mostrar falhas internas decorrentes da força dos concorrentes" (In: PRESCOTT; MILLER, 2002, p. 11-12).

O uso da informação na formulação de ações estrategicas pelas empresas

A informação é fundamental para o desenvolvimento de uma empresa pois através dela você pode estar se sobressaindo no mercado atual. Informação estratégica é a informação obtida do monitoramento estratégico, que subsidia a formulação de estratégias pelos tomadores de decisão nos níveis gerenciais da organização.
Ações estratégicas é a atitude pragmática da empresa, que torna a estratégia algo tangível e mensurável. Pode ser traduzida como a criação, a implementação, o aprimoramento ou a ampliação de um serviço, um produto, um processo ou um sistema, que permitem à empresa diferenciar-se dos concorrentes. Em outras palavras a empresa tem um ramo de produto muito diversificado tipo uma loja de eletrodomesticos e a sua empresas quer criar uma ação estratégica para um determinado tipo de produto como por exemplo um fogão, ela vai ser fogões verde ou amarelo ou até mesmo azul isso vai estar fazendo com que a tua empresa seja diferenciada das demais lojas fazendo com que as pessoas procuram sua loja pois ela e diferente das outras.
Mas não adianta a empresa criar uma ação estratégica para um determinado tipo de produto e achar que esta bom, para uma empresa estar em alta e continuar a este nível e até elevar-se ela tem que estar sempre se aprimorando que muito conhecimento, adquirindo informações que possam estar sendo agregadas a empresa e possa esta-la beneficiando.